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Trump ameaça anexar Groenlândia para evitar avanço russo e chinês: “Vamos conseguir de um jeito ou de outro”

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WASHINGTON (12.jan.2026) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de domingo (11) que pretende assumir o controle da Groenlândia “de um jeito ou de outro”, alegando riscos de influência da China e da Rússia sobre a ilha do Ártico.

Falando a jornalistas a bordo do Air Force One, Trump disse preferir “um acordo” com Dinamarca e autoridades groenlandesas, mas não descartou ações alternativas. “Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e não vou deixar isso acontecer”, declarou. Em tom de ironia, completou: “Sabe qual é a defesa da Groenlândia? Basicamente dois trenós puxados por cachorros”.

O debate sobre o futuro do território autônomo dinamarquês voltou a ganhar força no fim de semana. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, advertiu que o país, a Europa e aliados estão em uma “encruzilhada” diante de um possível conflito com Washington. Segundo ela, “o mundo como conhecemos acabará” se os EUA tentarem tomar a Groenlândia pela força. Questionada sobre um plano de defesa, Frederiksen evitou comentar.

A repercussão chegou a Pequim. Nesta segunda-feira (12), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, pediu que Washington “não use outros países como desculpa para seus próprios propósitos egoístas”. Ela reforçou que as atividades chinesas no Ártico buscam “paz, estabilidade e desenvolvimento” e que “o direito e a liberdade de todos os países” na região devem ser respeitados.

A Groenlândia, maior ilha do mundo e localizada entre o Atlântico Norte e o Ártico, pertence ao Reino da Dinamarca, mas possui governo próprio para assuntos internos. Os EUA mantêm interesse estratégico na região desde a Segunda Guerra Mundial, quando instalaram bases militares no território.

Com informações de Gazeta do Povo