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Netanyahu prevê reaproximação entre Israel e Irã se regime dos aiatolás for derrubado

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (11) que Israel e Irã poderão voltar a ser “aliados leais” caso os protestos que se espalham pelo território iraniano desde 28 de dezembro consigam derrubar o regime dos aiatolás.

Durante a abertura da reunião de gabinete em Jerusalém, Netanyahu declarou esperar que “a nação persa se liberte em breve do jugo da tirania” e disse acreditar que, quando isso ocorrer, os dois países trabalharão juntos por “prosperidade e paz”.

O líder israelense disse acompanhar de perto as manifestações, elogiou o “tremendo heroísmo” dos manifestantes e garantiu que “Israel apoia sua luta por liberdade e condena energicamente os massacres em massa de civis inocentes”.

Ameaças de Teerã

Em Teerã, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, advertiu que, caso os Estados Unidos ataquem o Irã, “os territórios ocupados (Israel) e todos os centros militares, bases e navios” americanos e israelenses na região “serão alvos legítimos”. A reação veio após o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçar intervir se a repressão continuar.

Número de mortos sobe

A ONG Iran Human Rights (IHRNGO) elevou para pelo menos 192 o total de mortos na repressão aos protestos, conforme balanço divulgado também neste domingo. O Irã segue com acesso limitado à internet, enquanto manifestações prosseguem em várias cidades.

Forças de Defesa de Israel em alerta

As Forças de Defesa de Israel informaram, em nota, que monitoram a situação no Irã, classificam os protestos como “assunto interno” iraniano e afirmam estar prontas para se defender e “responder com força” se necessário.

Troca de acusações na ONU

No sábado (10), o governo iraniano enviou carta à Organização das Nações Unidas acusando Estados Unidos e Israel de “incentivar a instabilidade e a violência”. O documento menciona o apoio de Trump ao que chamou de “criminoso” primeiro-ministro israelense.

Antecedentes recentes

A tensão entre os dois países se intensificou após a “Guerra dos Doze Dias”, travada em junho de 2025, quando bombardeios israelenses em território iraniano desencadearam trocas de mísseis balísticos e drones. A possibilidade de um novo confronto cresceu depois de Trump declarar-se “preparado para ajudar o povo iraniano”.

Com informações de Gazeta do Povo