Teerã – O número de manifestantes mortos durante a repressão às recentes manifestações no Irã chegou a 192, segundo balanço divulgado neste domingo (11) pela Iran Human Rights (IHRNGO). A organização afirma ter confirmado os óbitos por meio de fontes diretas e de dois veículos independentes.
Outra entidade, a Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos, contabiliza 116 mortes e relata que o auge dos protestos ocorreu em 8 de janeiro, quando foram registrados 96 atos em 27 das 31 províncias iranianas.
Parlamento promete retaliação
Em meio à tensão, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou que o país atacará Israel e bases militares norte-americanas caso sofra bombardeios dos Estados Unidos. A afirmação foi publicada pela agência Reuters nesta mesma data.
Acusações contra EUA e Israel
Durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Omã, o presidente Masoud Pezeshkian acusou Washington e Tel Aviv de estimular a instabilidade em nações islâmicas para “cumprir objetivos sinistros”. O mandatário pediu que a população se afaste de “badernistas e terroristas”, mas disse estar disposto a ouvir as demandas econômicas dos cidadãos.
Ameaça de intervenção americana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia alertado que poderia intervir caso o governo iraniano usasse violência contra manifestantes. No sábado (10), pela rede Truth Social, ele afirmou que o povo iraniano “busca liberdade” e garantiu que os EUA estão prontos a ajudar.
Causas dos protestos
As manifestações começaram por questões econômicas, incluindo a desvalorização do rial e a alta inflação, mas evoluíram para críticas diretas ao regime teocrático liderado pelo aiatolá Ali Khamenei.
Com informações de Gazeta do Povo