Executivos das maiores petrolíferas dos Estados Unidos se reuniram com o presidente Donald Trump na Casa Branca na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, para discutir a retomada de investimentos na Venezuela, país que detém a maior reserva de petróleo do mundo. Apesar do interesse em reativar a produção após a captura do ditador Nicolás Maduro, as empresas condicionaram qualquer retorno a garantias jurídicas, financeiras e de segurança.
O CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, afirmou que a companhia avalia enviar uma equipe técnica à Venezuela “nas próximas semanas”, mas classificou o país como “ininvestível” nas condições atuais. Woods lembrou que a Exxon teve ativos confiscados duas vezes desde os anos 1940 e ressaltou a necessidade de mudanças profundas em contratos, leis e no sistema judiciário venezuelano.
Ryan Lance, presidente da ConocoPhillips, reforçou a demanda por proteção legal e sugeriu a participação de bancos norte-americanos no financiamento das operações. Já Harold Hamm, fundador da Continental Resources, demonstrou otimismo, embora não tenha anunciado aportes imediatos.
Trump prometeu “respaldo” ao setor, sem detalhar que tipo de apoio ofereceria. Segundo o presidente, 30 milhões de barris de petróleo venezuelano já foram enviados aos Estados Unidos desde a detenção de Maduro. “Espero não ter que dar uma garantia. Vamos ajudá-las. Elas vão estar lá por muito tempo”, declarou.
Mesmo com o incentivo da Casa Branca, os executivos reafirmaram que somente avançarão quando houver segurança jurídica e estabilidade política suficientes para evitar novas expropriações.
Com informações de Gazeta do Povo