Oslo (Noruega) – O Instituto Nobel da Noruega informou nesta sexta-feira (10.jan.2026) que não há possibilidade de transferir, dividir ou retirar o Prêmio Nobel da Paz depois que o vencedor é anunciado. A declaração veio em resposta à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que sugeriu conceder a honraria de 2025 ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em comunicado, a entidade destacou que, conforme o estatuto da Fundação Nobel, a decisão do Comitê Nobel Norueguês é “irrevogável e definitiva”. Não existe mecanismo de apelação nem previsão de mudança após a escolha ser oficializada.
O Instituto acrescentou que os comitês não comentam atos ou declarações de laureados depois do anúncio. “Uma vez divulgado, o prêmio não pode ser revogado, compartilhado ou transferido a outra pessoa”, reforçou a nota.
Sugestão feita em entrevista nos Estados Unidos
Machado mencionou a ideia durante entrevista na segunda-feira (6.jan) ao apresentador Sean Hannity, da Fox News. Segundo ela, entregar o Nobel a Trump seria um gesto de gratidão do povo venezuelano pela captura do ex-ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Trump, que há anos manifesta interesse em receber o prêmio e costuma relacionar essa ambição a iniciativas diplomáticas, declarou que se sentiria “honrado” em aceitar a homenagem, caso Machado formalize a proposta em reunião marcada para a próxima semana, em Washington.
Contexto político na Venezuela
Autoridades ligadas ao governo de Maduro impediram María Corina Machado de disputar as eleições gerais de 2024. A ex-deputada apoiou um candidato substituto, apontado por auditorias independentes como vencedor do pleito, embora Maduro tenha se declarado reeleito. Relatórios técnicos identificaram irregularidades nos números oficiais.
A manifestação do Instituto Nobel encerra qualquer especulação sobre uma eventual entrega do Prêmio Nobel da Paz a Donald Trump no próximo ano.
Com informações de Gazeta do Povo