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Defesa de Daniel Vorcaro nega ter pedido envio de investigações ao STF

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São Paulo, 10 jan. 2026 – A defesa do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, afirmou neste sábado (10) que não solicitou o envio de trechos das operações Carbono Oculto, Quasar ou Tank ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A manifestação foi divulgada após reportagem do portal UOL informar que a Justiça de São Paulo, tanto na esfera estadual quanto na federal, rejeitou requerimentos que teriam buscado levar parte das apurações ao Supremo. Os processos tramitam sob sigilo.

Segundo a nota encaminhada pela defesa à imprensa, o pedido feito aos juízos de primeiro grau se restringiu a “averiguar a procedência de notícias” que vinculavam, “indevidamente”, Vorcaro e o Banco Master às investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Operações em andamento

A Operação Carbono Oculto corre na Justiça estadual paulista, enquanto a Operação Quasar tramita na Justiça Federal de São Paulo. Já a Operação Tank está sob responsabilidade da Justiça Federal do Paraná.

As três frentes investigam suposta infiltração da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis e no mercado financeiro, com suspeita de desvio de bilhões de reais.

Decisões judiciais

Nos despachos que negaram o encaminhamento ao STF, magistrados de primeira instância registraram não haver indícios de ligação entre o Banco Master ou Vorcaro e os fatos apurados, tampouco menção a autoridades com foro privilegiado.

Durante a Operação Quasar, a Polícia Federal localizou mensagens que citavam o Banco Master trocadas entre um funcionário de uma gestora de fundos e um intermediário ligado ao empresário. O juiz responsável classificou o material como “encontro fortuito” de provas e determinou seu envio a outro inquérito.

Procedimentos no Supremo

Atualmente, tramita no STF uma investigação sobre suspeita de fraude envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Outro processo, da Operação Compliance Zero, subiu do primeiro grau para o Supremo após o nome do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) aparecer em documentos. O parlamentar nega irregularidades.

Com informações de Gazeta do Povo