O Conselho da União Europeia formalizou nesta sexta-feira (9) a aprovação, por maioria de votos, do acordo de associação com o Mercosul, encerrando mais de duas décadas de negociações entre os dois blocos.
A assinatura está prevista para a próxima semana, no Paraguai, com participação da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que representará oficialmente a UE.
Votação e posições dos países
Durante a reunião em Bruxelas, os representantes dos 27 Estados-membros votaram a favor da versão preliminar do pacto comercial — competência exclusiva da União Europeia e que dispensa ratificação pelos parlamentos nacionais — e também aprovaram a assinatura do acordo final, etapa que exigirá posteriores aprovações internas em todos os países envolvidos.
França e Hungria confirmaram voto contrário, enquanto a Bélgica optou pela abstenção. A Itália, que havia solicitado mais tempo para avaliar impactos sobre seus agricultores, acabou apoiando o texto, assegurando a maioria necessária. Espanha e Alemanha permaneceram entre os principais defensores do tratado.
Agricultura e cláusulas de salvaguarda
Para contornar a resistência de setores agrícolas europeus, os embaixadores dos Estados-membros também referendaram, nesta sexta-feira, o acordo político firmado em dezembro com o Parlamento Europeu, que estabelece mecanismos de proteção ao agronegócio do bloco.
Declaração oficial
Em nota, o ministro da Energia, Comércio e Indústria de Chipre, Michael Damianos — cujo país ocupa a presidência rotativa do Conselho — classificou a decisão como “um passo histórico” para fortalecer a parceria estratégica entre União Europeia e Mercosul.
O Mercosul é composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Com informações de Gazeta do Povo