Teerã — O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, respondeu nesta sexta-feira (9.jan.2026) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu uma nova intervenção norte-americana para proteger participantes dos protestos que sacodem o país há quase duas semanas.
Em mensagem transmitida pela emissora estatal PressTV, Khamenei afirmou que Trump “deveria cuidar de governar seu próprio país, se for capaz”, e acusou o mandatário de ter “as mãos manchadas com o sangue de mais de 1.000 iranianos mortos na agressão israelense-americana de junho”.
Os protestos, que já duram 13 dias, tiveram início entre comerciantes afetados pela deterioração econômica, pela desvalorização do rial e pela inflação elevada. Segundo a organização Iran Human Rights (IHRNGO), pelo menos 45 manifestantes, entre eles oito crianças, morreram durante a repressão das forças de segurança.
Khamenei classificou os manifestantes como “vândalos que destroem propriedades nacionais e se curvam ao presidente dos EUA” e declarou que o Irã “não cederá a quem pratica atos de vandalismo nem tolerará mercenários de potências estrangeiras”. O religioso também exortou a juventude a manter a unidade nacional, argumentando que “uma nação unida pode derrotar qualquer inimigo”.
A crise econômica que alimenta os protestos inclui inflação anual superior a 42% — com índice acima de 52% apenas em dezembro —, agravada pelas sanções impostas por Washington ao programa nuclear iraniano.
Com informações de Gazeta do Povo