Joshua Spears, 45 anos, contrariou previsões médicas de menos de 1% de sobrevivência após sofrer uma dissecção aórtica do tipo A acompanhada de um acidente vascular cerebral (AVC) extenso, em 9 de maio de 2023.
O executivo se preparava para uma apresentação virtual quando sentiu forte dor no peito e conseguiu acionar o serviço de emergência. Quando a ambulância chegou, ele já estava inconsciente e foi levado às pressas a um hospital nos Estados Unidos.
No pronto-socorro, médicos diagnosticaram a ruptura na principal artéria do coração e o AVC. A equipe decidiu transferi-lo imediatamente para outra unidade, onde Spears passou por uma cirurgia cardíaca de quase cinco horas, na qual um enxerto substituiu o trecho danificado da aorta.
Risco extremo e oração contínua
Sua esposa, Julie Spears, informou que ouviu dos médicos que a chance de vida do marido era inferior a 1%. “Minha primeira reação foi orar por um milagre”, relatou.
Mesmo após o êxito da cirurgia, o pós-operatório foi crítico: o cérebro continuava inchado e os médicos estimaram 40% de probabilidade de sobrevivência, com possibilidade de sequelas severas, como perda de fala, locomoção e reconhecimento familiar.
Reabilitação desafiante
No dia seguinte, Joshua despertou reconhecendo parentes, mas sem movimentar o lado esquerdo, com dificuldade para engolir e falta de sensibilidade no mesmo lado. A fala permaneceu preservada.
Foram três semanas na UTI antes de ser transferido para uma clínica de reabilitação. Lá, ouviu que provavelmente dependeria de cadeira de rodas. “Eu estava frustrado e cogitei desistir”, contou.
Família, amigos e a igreja iniciaram uma corrente de orações. Um mês após o AVC, Spears conseguiu ficar de pé e dar os primeiros passos. “Foi como vencer uma competição”, descreveu.
Recuperação surpreende médicos
Um ano depois, o cirurgião responsável disse que o quadro estava estável e marcou retorno apenas para dois anos após a cirurgia. Atualmente, Spears recuperou cerca de 80% da mobilidade, voltou a pilotar motocicleta e compartilha sua história no ministério cristão Missão Nova Vida.
Para Julie, o caso reforça a convicção da família na força da oração. “Quero que as pessoas saibam que Deus ainda faz milagres”, afirmou.
Joshua completa: “Quando oramos, há um Deus que ouve e responde. Não importa quão grave seja a situação, Ele ajuda a superar”.
Com informações de Guiame