Brasília, 8 de janeiro de 2026 – Em artigo publicado nesta segunda-feira (8), o senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que, três anos depois dos atos de 8 de janeiro de 2023, o episódio segue, segundo ele, “mal investigado” e “apresentado como golpe” para justificar punições consideradas desproporcionais.
Senador contesta versão de “golpe”
Para Malta, não houve liderança, armas ou planejamento capaz de caracterizar tentativa de tomada de poder. O parlamentar sustenta que a versão oficial transformou “pais e mães de família” em terroristas, enquanto falhas de segurança e possíveis infiltrados não teriam sido devidamente apurados.
Citações a autoridades e casos específicos
No texto, o senador menciona imagens do então chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Gonçalves Dias, circulando pelo Palácio do Planalto durante a invasão. Segundo Malta, o episódio permanece sem explicação detalhada.
Ele também cita:
- Clezão – manifestante que morreu sob custódia do Estado; Malta responsabiliza o ministro Alexandre de Moraes pelo desfecho.
- Débora “do batom” – condenada a 14 anos de prisão por pichar uma estátua; o senador compara a penalidade a casos de grandes esquemas de corrupção que, segundo ele, resultaram em punições mais brandas.
Críticas ao veto presidencial
O articulista recorda que, na mesma data simbólica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria, proposta que pretendia ajustar penas aplicadas aos condenados de 8 de janeiro. Para Malta, o veto elimina “um fio de esperança” para os réus.
Referências históricas e religiosas
Ao longo do artigo, o senador recorre a pensadores como Hannah Arendt, Alexis de Tocqueville e Aleksandr Soljenítsin para acusar o Estado de usar o Direito como instrumento de intimidação. Ele encerra o texto afirmando ter fé de que “a verdade prevalecerá”.
Magno Malta já foi eleito duas vezes “melhor senador” em votações populares organizadas por entidades da sociedade civil. O artigo representa a opinião do parlamentar e foi publicado originalmente no site Pleno.News.
Com informações de Pleno.News