Washington (08.jan.2026) – O Senado norte-americano aprovou nesta quinta-feira (8) o encaminhamento ao plenário de um projeto que limita a autoridade do presidente Donald Trump para ordenar novas operações militares na Venezuela sem consentimento prévio do Congresso.
O texto, apoiado pelos democratas Tim Kaine, Adam Schiff e Chuck Schumer, além do republicano Rand Paul, determina que qualquer ação armada contra o país vizinho só poderá ocorrer após votação do Legislativo, informou a NBC.
A iniciativa ganhou força após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, no último sábado (3), executada sem consulta parlamentar e contestada por democratas e parte da bancada republicana. Trump afirmou posteriormente que outras investidas não estão descartadas caso o governo provisório em Caracas não colabore com Washington.
Votação inicial
Na sessão desta quinta, 52 senadores – incluindo cinco republicanos – concordaram em levar a proposta ao plenário, enquanto 47 votaram contra. A deliberação final está prevista para a próxima semana.
Argumentos em disputa
Antes da votação, Rand Paul declarou, segundo a CNN, que o debate não se concentra na figura de Maduro, mas na prerrogativa constitucional de iniciar uma guerra. “A Constituição é clara: declarar ou começar um conflito cabe ao Congresso; executar a guerra é função do presidente”, afirmou.
A Casa Branca sustenta que as ações em território venezuelano são pontuais e não configuram guerra, razão pela qual não dependeriam de aval legislativo.
Próximos passos
Mesmo que o projeto seja aprovado no Senado, analistas apontam grande possibilidade de rejeição na Câmara dos Representantes, onde os republicanos detêm maioria. Caso ultrapasse essa etapa, o texto seguirá para a mesa de Trump, que pode vetá-lo.
Reação presidencial
Em publicação na rede Truth Social após a votação, Trump atacou os colegas de partido que apoiaram a medida, dizendo que eles “nunca mais deveriam ser eleitos”. O republicano classificou a Lei dos Poderes de Guerra de 1973 como inconstitucional e alegou que a iniciativa do Senado compromete a segurança nacional ao restringir seus poderes como comandante-em-chefe. Ele acrescentou que “a votação realmente importante” ocorrerá na semana seguinte, referência à apreciação definitiva do projeto.
Com informações de Gazeta do Povo