Uma operação militar norte-americana realizada no sábado, 3, resultou na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Levados para Nova York, ambos responderão a acusações de narcotráfico e porte ilegal de armas, segundo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a ação como “bem-sucedida” e afirmou que Washington administrará temporariamente a Venezuela “para fazer o petróleo fluir”.
Repercussão entre líderes cristãos
Nos Estados Unidos, nomes proeminentes do meio evangélico aplaudiram a iniciativa. O evangelista Franklin Graham declarou em redes sociais que Trump “age, e não apenas fala”, e disse acreditar que o povo venezuelano se sente aliviado com a saída de Maduro. O pastor e escritor Michael A. Youssef também celebrou a captura, afirmando que a operação renova a esperança de povos oprimidos pelo mundo.
Já o Conselho Evangélico da Venezuela adotou tom de cautela. Em comunicado, a entidade reconheceu o clima de incerteza no país, manifestou solidariedade à população “tomada pelo medo” e reafirmou confiança na soberania divina, pedindo serenidade diante das tensões internas e externas.
Posição de outras tradições
Durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIV pediu respeito ao direito internacional e expressou preocupação “pelo bem do amado povo venezuelano”. O pontífice reforçou a necessidade de superar a violência e buscar justiça, paz e respeito aos direitos civis, sobretudo dos mais vulneráveis.
Cenário político e apoio internacional
Com a destituição de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o governo. Ela afirmou que pretende manter relações de “cooperação respeitosa” com os Estados Unidos, com base na soberania e na igualdade entre nações.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Sir Keir Starmer, declarou apoio à transição, lembrando que Londres considerava Maduro ilegítimo e defendendo uma mudança “segura e pacífica” que reflita a vontade popular.
Apelos por oração e ajuda humanitária
Pastores venezuelanos relataram clima de medo e recomendaram que a população permaneça em casa devido à falta de informações confiáveis. Eles pedem que a igreja mundial ore por proteção aos civis e paz no país.
Organizações humanitárias também se pronunciaram. A Visão Mundial destacou que mais de sete milhões de venezuelanos estão refugiados ou deslocados, enquanto cerca de cinco milhões dentro do país enfrentam fome e dificuldades no acesso a serviços básicos. Já a Missão Portas Abertas convocou cristãos ao redor do mundo a interceder pela Venezuela, clamando para que não haja derramamento de sangue e para que a Igreja local seja fortalecida neste período crítico.
As entidades reforçam que a população venezuelana continua necessitada de apoio, tanto espiritual quanto material, enquanto o futuro político do país permanece indefinido.
Com informações de Folha Gospel