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Pequim evita explicar falha de radares vendidos à Venezuela após ofensiva aérea dos EUA

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O governo da China se recusou a comentar a performance dos radares JY-27 fornecidos à Venezuela, que não conseguiram detectar a operação aérea dos Estados Unidos realizada no sábado, 3 de janeiro, em Caracas. A ação resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

Questionado em entrevista coletiva nesta terça-feira (7), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, limitou-se a condenar a incursão norte-americana, classificando-a como violação da soberania venezuelana e do direito internacional. O diplomata não respondeu sobre possíveis limitações técnicas dos equipamentos chineses.

Os radares JY-27, projetados para detectar aeronaves furtivas, integram a rede de defesa aérea venezuelana juntamente com sistemas russos. Mesmo assim, não emitiram alerta prévio eficaz que pudesse impedir ou reagir à ofensiva dos EUA.

Analistas militares ouvidos pela imprensa estrangeira apontam que os dispositivos dependem de manutenção constante, suporte logístico e integração plena com outros sistemas. Segundo eles, a falta desses requisitos pode ter reduzido a capacidade de atuação diante de uma operação de alta complexidade como a empreendida pelas forças norte-americanas.

A venda dos equipamentos faz parte da cooperação militar entre Pequim e Caracas, que inclui ainda baterias antiaéreas e suporte técnico. Desde o início desse acordo, firmado na última década, a China tornou-se um dos principais fornecedores de tecnologia militar para o governo venezuelano.

A chancelaria chinesa não informou se enviará especialistas ao país sul-americano para avaliar o desempenho dos radares após o incidente.

Com informações de Gazeta do Povo