Home / Economia / Liquidação do Banco Master só pode ser revista pelo STF, afirma presidente do TCU

Liquidação do Banco Master só pode ser revista pelo STF, afirma presidente do TCU

ocrente 1767822565
Spread the love

Brasília, 7 de janeiro de 2026 – O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, declarou nesta quarta-feira (7) que qualquer tentativa de desfazer a liquidação do Banco Master depende exclusivamente de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O processo de desliquidação não é competência do TCU; cabe ao Supremo, porque há um processo em curso naquela Corte”, disse o ministro em entrevista à agência Reuters.

A liquidação extrajudicial do Master foi decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025, no contexto da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga indícios de fraudes estimadas em até R$ 12 bilhões.

Inspeção no Banco Central

O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU, determinou a abertura de inspeção sobre a atuação do BC. No despacho inicial, o relator avaliou que a autoridade monetária poderia ter agido de forma precipitada ao autorizar a liquidação. O BC recorreu, alegando que a decisão deveria ter sido tomada pelo colegiado do TCU, e não de forma individual.

Vital do Rêgo afirmou que, até o momento, não há provas suficientes para comprovar eventual precipitação do Banco Central. “O que o TCU pode oferecer ao Supremo são elementos sobre a legalidade da operação”, destacou.

Estratégia de desliquidação

A reversão da liquidação é defendida pelo ex-controlador do Master, o banqueiro Daniel Vorcaro, preso ao tentar sair do país e liberado poucos dias depois. Vorcaro conduz uma estratégia jurídica que visa anular o ato do BC no STF.

Repercussão no mercado

A determinação do TCU de investigar o Banco Central provocou críticas de agentes financeiros e desencadeou ataques nas redes sociais contra diretores da autarquia. O nome mais citado foi o de Renato Dias Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que havia vetado a proposta de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Não há prazo definido para o STF analisar o pedido de desliquidação.

Com informações de Gazeta do Povo