Forças especiais da polícia chinesa e equipamentos de grande porte isolaram a Igreja Cristã Yayang, na cidade de Wenzhou, província de Zhejiang, alimentando preocupações de que o templo possa ser danificado ou ter sua cruz retirada.
Imagens de andaimes montados em torno do telhado e da cruz circularam nas redes sociais após serem publicadas por Bob Fu, fundador da organização de direitos humanos ChinaAid. O cerco ocorreu semanas depois de uma operação policial, em dezembro, que resultou na prisão ou dispersão de cerca de 200 fiéis, ação para a qual as autoridades não apresentaram justificativa pública.
Testemunhas relataram que os agentes montaram cordões de segurança, proibiram filmagens e ordenaram que moradores próximos deixassem a área. Guindastes, tratores e outros maquinários pesados permaneceram posicionados no entorno da igreja.
Durante a operação de dezembro, dois líderes religiosos foram detidos. Os mandados classificaram ambos como suspeitos principais de integrar uma “organização criminosa” acusada de “incitar brigas e tumultos”, sem especificar atos ilegais, conforme a ChinaAid.
Na China, igrejas não registradas são alvo frequente de vigilância estatal. Em outubro, dezenas de pastores da clandestina Igreja de Sião foram presos. Para Benedict Rogers, diretor sênior da Fortify Rights e presidente da Hong Kong Watch, casos semelhantes estão se tornando recorrentes. “O Partido Comunista Chinês não gosta de religião e quer controle total sobre seu povo”, afirmou à Premier Christian News.
Em nota, a ChinaAid destacou que a sequência de ações “evidencia as tensões entre a administração local e as atividades religiosas”. Fiéis e moradores de Yayang seguem acompanhando o desfecho, temendo impactos duradouros na prática cristã na região.
Com informações de Folha Gospel