Pelo menos 15 pessoas foram detidas na Nicarágua desde sábado (3) após manifestarem publicamente apoio à prisão do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, informaram o jornalista nicaraguense Miguel Mendoza e veículos de imprensa independentes.
As detenções fazem parte de uma nova onda de repressão desencadeada pelo governo de Daniel Ortega depois que Maduro foi capturado na Venezuela. Segundo Mendoza, quem publicou mensagens de comemoração nas redes sociais tornou-se alvo imediato das forças de segurança.
O portal independente 100% Noticias relatou que várias pessoas foram “sequestradas” ou presas por publicações consideradas favoráveis à queda do líder chavista. A medida busca, de acordo com o site, impedir demonstrações de simpatia pelas ações que resultaram na prisão do venezuelano.
Além das detenções, o regime sandinista intensificou a vigilância sobre servidores públicos. Órgãos estatais teriam recebido ordens para que funcionários expressem lealdade ao chavismo em suas redes, sob risco de serem rotulados como “traidores”.
Em comunicado divulgado logo após a captura de Maduro, o governo nicaraguense pediu a libertação do aliado e declarou que acompanhava “de coração” a situação do venezuelano.
A partir de domingo (4), patrulhas conjuntas da polícia e das Forças Armadas passaram a circular em bairros de Manágua e de outras cidades, reforçando a presença militar em áreas urbanas e instituições públicas, informou o 100% Noticias.
As prisões e o aumento do controle interno ocorrem enquanto a Nicarágua reafirma apoio político ao chavismo e tenta suprimir manifestações contrárias ao aliado venezuelano.
Com informações de Gazeta do Povo