A Polícia Federal (PF) recuou da decisão de levar imediatamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Hospital DF Star, em Brasília. Em nota atualizada nesta terça-feira (6), a corporação informou que qualquer deslocamento do detento dependerá de aval do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mais cedo, comunicado oficial da PF confirmava a versão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de que o ex-chefe do Executivo seria transferido para exames após pedido de seu médico particular. Pouco depois, o texto foi alterado, registrando que o encaminhamento “fica condicionado à autorização do STF”.
O ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que envolvem Bolsonaro, já havia esclarecido que remoções de caráter emergencial poderiam ocorrer sem consulta prévia. Segundo a PF, porém, o quadro clínico não exige atendimento de urgência.
Queda durante a madrugada
De acordo com os médicos particulares, Bolsonaro sofreu um traumatismo cranioencefálico leve ao cair da cama na madrugada desta terça-feira (6) e bater a cabeça em uma mesa de canto. O ex-presidente só recebeu avaliação médica pela manhã, quando agentes foram avisá-lo da chegada de Michelle à sede da PF.
A ex-primeira-dama chegou às 9h para visita de 30 minutos, mas permaneceu até depois das 11h. Durante esse período, viaturas da Polícia Penal do Distrito Federal chegaram a ir ao local, antes de a PF alterar seu posicionamento sobre a remoção.
Estado de saúde e situação jurídica
A equipe médica informou que Bolsonaro está consciente, conversa normalmente e não apresenta complicações. O plantão policial reforçou que o estado de saúde é bom, indicando apenas observação na carceragem.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão, Bolsonaro já havia sido autorizado por Moraes a realizar cirurgias para correção de hérnia e tratamento de crises de soluço, retornando à cela logo após a alta hospitalar. O pedido atual de traslado ao DF Star foi apresentado por seu médico particular.
Com a posição revista, a PF aguardará manifestação do STF para qualquer nova movimentação.
Com informações de Gazeta do Povo