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Relatório confidencial da CIA orientou Trump a manter aliados de Maduro no poder

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Uma análise sigilosa da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) foi decisiva para que o presidente Donald Trump optasse por preservar figuras do alto escalão chavista à frente do governo da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, realizada em 3 de janeiro. A informação foi repassada por fontes ouvidas pela agência Reuters.

De acordo com essas fontes, o documento concluiu que integrantes próximos de Maduro, entre eles a vice-presidente Delcy Rodríguez, seriam os nomes mais capazes de assegurar estabilidade imediata no país durante um governo provisório. O relatório também mencionou outras duas autoridades como possíveis administradores interinos. Embora não citados nominalmente, os principais articuladores do regime são o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, ambos denunciados criminalmente nos Estados Unidos e considerados pouco dispostos a cooperar com Washington.

Trump e um grupo restrito de assessores de segurança nacional tomaram conhecimento do relatório antes de o governo norte-americano anunciar que trataria Delcy Rodríguez como principal interlocutora em Caracas, deixando de lado a líder opositora María Corina Machado. Fontes próximas à Casa Branca afirmam que, assim como no primeiro mandato, o presidente avaliou que apenas um sucessor com suporte das Forças Armadas e da elite venezuelana poderia evitar um vácuo de poder no curto prazo.

Desde o ano passado, a CIA mantém contato direto com uma fonte inserida no círculo íntimo de Maduro. O informante forneceu detalhes sobre a localização do mandatário, possibilitando a operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos que resultou na prisão de Maduro e de sua esposa.

Com informações de Gazeta do Povo