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Abortos ultrapassam 70 milhões e lideram ranking de mortes no mundo em 2025

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Estimativas reunidas a partir de bases de dados globais de saúde apontam que, em 2025, o aborto foi responsável por mais mortes do que qualquer outra causa no planeta. Levantamento divulgado pelo site Worldometers, que utiliza informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), indica a realização de mais de 70 milhões de procedimentos ao longo do último ano.

A própria OMS calcula que cerca de 73 milhões de abortos induzidos ocorram anualmente, número que coloca o procedimento à frente de doenças como câncer e HIV/AIDS quando se considera o total de vidas interrompidas.

Panorama global em números

O Worldometers estima que, em 2025, aproximadamente 67,1 milhões de pessoas morreram por causas diversas. Ao incluir os abortos, o total de mortes globais sobe para cerca de 140 milhões, dos quais os abortos representariam 52%.

Ao comparar com outras causas, o mesmo levantamento aponta: cerca de 10 milhões de mortes por câncer, 6,2 milhões ligadas ao tabagismo e aproximadamente 2 milhões por HIV/AIDS, além de óbitos atribuídos a malária, consumo de álcool, acidentes de trânsito e suicídios.

Situação nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o cenário segue a tendência mundial. Segundo o Worldometers, quase 30% das gestações no país são não intencionais e, dessas, cerca de 40% terminam em aborto. Estima-se a realização diária de 1.500 a 2.500 procedimentos, o que representa aproximadamente 20% de todas as gestações excluídos os abortos espontâneos.

Dados do Instituto Guttmacher mostram que 930.160 abortos foram registrados em 2020, equivalendo a uma taxa de 14,4 por mil mulheres. Desde a decisão Roe v. Wade, em 1973, calcula-se que cerca de 66 milhões de abortos tenham sido realizados no país.

Como as estimativas são calculadas

Os números da OMS resultam de modelos estatísticos baseados em dados coletados entre 2015 e 2019, atualizados até 2025. As projeções incluem abortos legais e clandestinos e apontam média de 39 procedimentos para cada 1.000 mulheres de 15 a 49 anos, com intervalo de incerteza entre 34 e 46.

A OMS também estima 121 milhões de gestações não planejadas por ano, das quais 61% terminam em aborto. A revisão de projeções anteriores — que apontavam 56 milhões de procedimentos anuais entre 2010 e 2014 — foi atribuída ao crescimento populacional, à ampliação da coleta de dados sobre o uso da pílula abortiva e a estimativas mais precisas de abortos clandestinos.

Posicionamento de grupos pró-vida

Organizações contrárias ao aborto ressaltam que embriões e fetos já apresentam DNA próprio desde a concepção e, em muitos casos, coração em atividade no momento do procedimento. Para esses grupos, cada aborto representa a interrupção deliberada de uma vida em desenvolvimento.

Nos Estados Unidos, ativistas pró-vida se reúnem anualmente em Washington, D.C., durante a “Marcha pela Vida”, marcada para janeiro, em alusão ao aniversário da decisão Roe v. Wade.

Com informações de Folha Gospel