Home / Notícias / Natal na Índia tem série de ataques contra cristãos em pelo menos sete estados

Natal na Índia tem série de ataques contra cristãos em pelo menos sete estados

ocrente 1767617365
Spread the love

Pelo menos 12 episódios de agressão, intimidação e vandalismo marcaram as celebrações de Natal de 2025 na Índia, atingindo comunidades cristãs em Uttar Pradesh, Madhya Pradesh, Chhattisgarh, Assam, Kerala, Odisha e Delhi.

No estado de Uttar Pradesh, na véspera de Natal (24), manifestantes entoaram o Hanuman Chalisa do lado de fora de uma igreja durante o culto. Ainda no mesmo dia, um pastor foi esbofeteado, agredido e ameaçado para abandonar a fé. Ele e a esposa também ouviram comentários depreciativos sobre o nascimento de Jesus.

Em Rajastão, extremistas invadiram uma escola, destruíram as decorações natalinas, acusaram a instituição de conversões religiosas forçadas e agrediram o responsável pelo colégio. Em Kerala, crianças que cantavam músicas de Natal foram ameaçadas; instrumentos musicais acabaram quebrados.

A pressão se estendeu ao ambiente escolar. Embora 25 de dezembro seja feriado nacional em diversos países, o governo local orientou escolas a manterem aulas obrigatórias e a celebrar, na data, o aniversário de um ex-primeiro-ministro indiano.

Em Madhya Pradesh, um vice-presidente do Bharatiya Janata Party (BJP) insultou publicamente e assediou fisicamente uma mulher com deficiência visual que participava de um encontro natalino. No mesmo estado, tentativas de impedir cantatas e cultos foram revertidas após recursos judiciais.

A ideologia hindutva, que prega que todo cidadão indiano deve ser hindu, considera o Natal uma ameaça à identidade religiosa nacional. Grupos ligados a essa corrente foram apontados como responsáveis pelos atos de violência e intimidação registrados.

Organizações cristãs relatam clima de medo e pedem “liberdade religiosa legítima e um lugar seguro para adorar”. A parceira local da Portas Abertas identificada como Priya Sharma reforçou o pedido de orações, apoio e conscientização internacional.

Com informações de Folha Gospel