Pelo menos 12 episódios de agressão, intimidação e vandalismo marcaram as celebrações de Natal de 2025 na Índia, atingindo comunidades cristãs em Uttar Pradesh, Madhya Pradesh, Chhattisgarh, Assam, Kerala, Odisha e Delhi.
No estado de Uttar Pradesh, na véspera de Natal (24), manifestantes entoaram o Hanuman Chalisa do lado de fora de uma igreja durante o culto. Ainda no mesmo dia, um pastor foi esbofeteado, agredido e ameaçado para abandonar a fé. Ele e a esposa também ouviram comentários depreciativos sobre o nascimento de Jesus.
Em Rajastão, extremistas invadiram uma escola, destruíram as decorações natalinas, acusaram a instituição de conversões religiosas forçadas e agrediram o responsável pelo colégio. Em Kerala, crianças que cantavam músicas de Natal foram ameaçadas; instrumentos musicais acabaram quebrados.
A pressão se estendeu ao ambiente escolar. Embora 25 de dezembro seja feriado nacional em diversos países, o governo local orientou escolas a manterem aulas obrigatórias e a celebrar, na data, o aniversário de um ex-primeiro-ministro indiano.
Em Madhya Pradesh, um vice-presidente do Bharatiya Janata Party (BJP) insultou publicamente e assediou fisicamente uma mulher com deficiência visual que participava de um encontro natalino. No mesmo estado, tentativas de impedir cantatas e cultos foram revertidas após recursos judiciais.
A ideologia hindutva, que prega que todo cidadão indiano deve ser hindu, considera o Natal uma ameaça à identidade religiosa nacional. Grupos ligados a essa corrente foram apontados como responsáveis pelos atos de violência e intimidação registrados.
Organizações cristãs relatam clima de medo e pedem “liberdade religiosa legítima e um lugar seguro para adorar”. A parceira local da Portas Abertas identificada como Priya Sharma reforçou o pedido de orações, apoio e conscientização internacional.
Com informações de Folha Gospel