O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou neste sábado (3) o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. Em mensagem publicada na rede X, Lula classificou a ação norte-americana como uma “afronta gravíssima à soberania” do país vizinho e alertou para o risco de novos precedentes de violência internacional.
Segundo a CNN Brasil, o chefe do Executivo participa, do Rio de Janeiro, de um “gabinete de emergência” por videoconferência com ministros e outras autoridades. A emissora informou ainda que a fronteira brasileira com a Venezuela, em Roraima, foi fechada, embora não haja decisão sobre reforço do efetivo militar na região.
Posicionamentos divergentes
A posição brasileira se alinha à de Rússia, Cuba e China, que também condenaram a ofensiva. A Argentina manifestou apoio à operação, enquanto a União Europeia ainda não anunciou posicionamento definitivo.
Ataque anunciado por Trump
Durante a madrugada, o presidente dos EUA, Donald Trump, informou que forças norte-americanas realizaram um ataque em larga escala contra instalações militares, aeroportos e portos venezuelanos. Ele celebrou a missão como “bem-sucedida” e disse que detalharia a operação em coletiva marcada para as 13h (horário local) em sua residência na Flórida. Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados pelas tropas dos EUA, de acordo com Washington.
Nota oficial do Palácio do Planalto
No comunicado divulgado pela Presidência, o governo brasileiro declarou que os “bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”. O texto sustenta que a ofensiva viola o direito internacional, ameaça a estabilidade regional e relembra “os piores momentos da interferência na política da América Latina”. Lula pede reação “vigorosa” da Organização das Nações Unidas (ONU) e coloca o Brasil à disposição para intermediar diálogo.
A nota sublinha ainda que a condenação ao uso da força segue a postura adotada pelo país em outros conflitos recentes e reforça a necessidade de preservar a América do Sul como “zona de paz”.
Novas informações sobre o desdobramento da crise e sobre a situação na fronteira de Roraima poderão ser divulgadas ao longo do dia.
Com informações de Gazeta do Povo