Brasília — 2.jan.2026 — O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) atacou publicamente a cúpula da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (2) depois de receber determinação para reassumir o cargo de escrivão na corporação. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele comparou a instituição à “Gestapo” e chamou os dirigentes da PF de “bajuladores de tiranos”.
Ordem publicada no Diário Oficial
A convocação foi assinada em 31 de dezembro pelo diretor de Gestão de Pessoas substituto da PF, Licínio Nunes de Moraes Netto, e aparece no Diário Oficial da União desta sexta. O documento estabelece que Eduardo retorne às atividades na Delegacia da PF em Angra dos Reis (DPF/ARS/RJ).
O texto ressalta que a “ausência injustificada poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”.
Reação de Eduardo Bolsonaro
Nos Estados Unidos desde março de 2025, o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou não ter condições de voltar ao Brasil no momento, mas prometeu lutar para manter a função pública. “Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos”, declarou. “Jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública.”
O ex-deputado também criticou o que chamou de falta de rigor da PF contra “traficantes, assassinos e criminosos do colarinho branco” e insinuou favorecimento a pessoas com “bom contato na Suprema Corte Federal”.
Mandato cassado por faltas
Em 18 de dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassou o mandato de Eduardo Bolsonaro por faltas reiteradas às sessões plenárias. No vídeo, ele disse ter recebido “com orgulho” mais esse episódio que classifica como perseguição judicial.
“Não entregarei meu cargo de mãos beijadas. Vou lutar por ele, batalhei para ser aprovado neste concurso. Querem pegar minha aposentadoria da PF e meu porte de armas”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2012, dois anos antes de ser eleito deputado federal pela primeira vez.
Com informações de Gazeta do Povo