O Supremo Tribunal Federal manteve, na tarde desta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais do governo Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada durante audiência de custódia conduzida por uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com o termo da audiência, Martins “não apontou qualquer abuso ou irregularidade” na execução do mandado de prisão. Após a manifestação do investigado, o representante da Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que todos os trâmites foram regulares.
O ex-assessor estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro, em Ponta Grossa (PR), após a tentativa frustrada de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques. Ambos são investigados no chamado “núcleo 2” da suposta tentativa de golpe de Estado.
Nesse período, Martins cumpria medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acessar redes sociais. Na manhã desta sexta-feira, ele foi detido preventivamente pela Polícia Federal por utilizar seu perfil no LinkedIn, contrariando a restrição.
Durante a sessão, o advogado Ricardo Fernandes pediu a revogação da prisão preventiva, alegando “erro material manifesto”. A juíza orientou que o pedido seja apresentado no processo principal.
Martins também mencionou os seis meses em que permaneceu preso no passado, em razão de uma investigação sobre viagem aos Estados Unidos, e declarou que a manutenção da custódia tornaria o Estado brasileiro “reincidente na ilegalidade”.
Com informações de Gazeta do Povo