Salvador, 1º de janeiro de 2026 – O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com ação civil pública contra a cantora Claudia Leitte, solicitando indenização de R$ 2 milhões por suposto racismo religioso. O órgão sustenta que a artista ofendeu religiões de matriz africana ao substituir, durante apresentação, uma saudação a uma divindade por “Yeshua” – termo hebraico para Jesus.
De acordo com a peça ajuizada, a alteração da letra caracterizaria desrespeito à fé alheia. A cantora, por sua vez, afirma ter exercido liberdade de crença e de expressão. Em nota, o Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) classificou a iniciativa do MP-BA como violação ao direito constitucional de manifestação religiosa.
Investigações sobre show gospel no Rio
Em paralelo, o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro abriu inquérito para apurar possível irregularidade no uso de verbas públicas destinadas a um palco gospel no Réveillon 2025/2026, na Praia do Leme. O procedimento foi motivado por reclamações de líderes de religiões de matriz africana, que questionam a neutralidade estatal na organização do evento. A prefeitura foi intimada a prestar esclarecimentos em prazo considerado curto pelo órgão.
Assistência espiritual na PRF
O MPF também expediu a Recomendação PRDC/RJ 16/25, sugerindo a extinção do serviço de assistência espiritual oferecido de forma voluntária a servidores da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A medida cita o princípio da laicidade do Estado e pede revogação de atos internos que autorizam a atividade.
As ações do Ministério Público têm provocado reação de setores religiosos e juristas, que defendem a manutenção de práticas religiosas em ambientes públicos e o direito de artistas manifestarem sua fé.
Com informações de Pleno.News