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Direita planeja conquistar maioria no Senado em 2026 e mira 54 vagas em disputa

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A eleição de 2026, que renovará duas terças partes do Senado Federal (54 assentos), tornou-se prioridade para lideranças de direita que buscam formar uma bancada de, no mínimo, 41 parlamentares comprometidos em responder a supostos excessos do Supremo Tribunal Federal (STF). Partidos como PL e Novo já articulam candidaturas em todos os estados.

Hoje, cerca de 70 pedidos de impeachment de ministros do STF estão parados na mesa da Presidência do Senado, sem avanço. A pauta ganhou urgência depois de decisão liminar do ministro Gilmar Mendes, em dezembro, que condiciona a abertura de processos de impeachment a 54 votos favoráveis em plenário.

Cotados para disputar o Senado

A seguir, os principais nomes citados por dirigentes da direita para concorrer em 2026:

  • Michelle Bolsonaro (PL-DF) – presidente do PL Mulher, mencionada por Jair Bolsonaro como possível candidata. Tem criticado publicamente o ministro Alexandre de Moraes.
  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – deputado federal que, segundo o partido, é preferido para o Senado. Reside nos Estados Unidos desde março de 2025 e afirma temer prisão caso retorne ao Brasil.
  • Carlos Bolsonaro (PL-SC) – vereador no Rio de Janeiro; o pai anunciou que o filho tentará vaga por Santa Catarina, estado onde já há disputa interna com Caroline De Toni e Julia Zanatta (PL) e com o senador Esperidião Amin (PP).
  • Bia Kicis (PL-DF) – deputada federal que já lançou pré-candidatura em novembro; enfrentará concorrência de nomes como Michelle Bolsonaro, Ibaneis Rocha (MDB) e Izalci Lucas (PL).
  • Caroline De Toni (PL-SC) – lidera pesquisas no estado; pode deixar o PL se não obtiver vaga na chapa.
  • Ricardo Salles (Novo-SP) – ex-ministro do Meio Ambiente; avalia Senado ou governo paulista, dependendo da decisão de Tarcísio de Freitas.
  • Guilherme Derrite (PP-SP) – deputado federal e ex-secretário de Segurança de São Paulo; PP prefere que concorra ao governo estadual.
  • Deltan Dallagnol (Novo-PR) – ex-procurador da Lava Jato; lidera levantamento de intenção de voto divulgado em novembro.
  • Cristina Graeml (União-PR) – jornalista que chegou ao segundo turno em Curitiba em 2024; mantém pré-candidatura ao Senado.
  • Filipe Barros (PL-PR) – deputado federal; pode enfrentar disputa interna com Dallagnol e Cristina.
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS) – deputado federal; pesquisas o colocam à frente do governador Eduardo Leite para o Senado gaúcho.
  • Helio Lopes (PL-RJ) – deputado federal; cogitado para concorrer no Rio ou em Roraima, onde o PL vê cenário mais favorável.
  • Gustavo Gayer (PL-GO) – deputado federal; lançou pré-candidatura em novembro. Disputa com Ronaldo e Gracinha Caiado (União) e Major Vitor Hugo (PL).
  • Gilson Machado (PL-PE) – ex-ministro do Turismo; tem apoio de Jair Bolsonaro, mas enfrenta resistência dentro do PL local.
  • Capitão Alberto Neto (PL-AM) – deputado federal; anunciou pré-candidatura após convite de Bolsonaro. Outros nomes no estado são Wilson Lima (União) e o senador Plínio Valério (PSDB).

Impedimentos e reeleições

Nikolas Ferreira (PL-MG) não poderá concorrer porque não terá completado 35 anos – idade mínima para o cargo – até agosto de 2026. O parlamentar deve buscar a reeleição na Câmara.

Senadores eleitos em 2018 que podem tentar novo mandato incluem Carlos Viana (Podemos-MG), Izalci Lucas (PL-DF), Marcos do Val (Podemos-ES), Carlos Portinho (PL-RJ), Marcos Rogério (PL-RO), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Esperidião Amin (PP-SC). Eduardo Girão (Novo-CE) já declarou que disputará o governo estadual.

Entre os eleitos em 2022 e com mandato até 2030 estão Damares Alves (Republicanos-DF), Magno Malta (PL-ES), Tereza Cristina (PP-MS), Rogério Marinho (PL-RN), Sergio Moro (União-PR) e Jorge Seif (PL-SC), todos com histórico de críticas ao STF.

A definição das chapas deve se intensificar ao longo de 2025 e início de 2026, quando os partidos confirmarão oficialmente seus candidatos.

Com informações de Gazeta do Povo