Carlos Bolsonaro afirmou neste sábado, 20 de dezembro de 2025, que a demora para autorizar a cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na sede da Polícia Federal em Brasília, equivale a “continuar tentando matar” o pai. A declaração foi publicada nas redes sociais do vereador.
Em uma das mensagens, Carlos escreveu que “já tentaram matar o presidente Jair Bolsonaro e continuam tentando concluir a missão”. Ele destacou que, mesmo diante de um quadro considerado grave pela equipe médica, o procedimento segue condicionado a aval judicial.
Segundo o parlamentar, todos os exames já foram concluídos e apontam a necessidade de intervenção cirúrgica urgente. Porém, a equipe médica aguarda despacho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para internar o ex-mandatário e prepará-lo para a operação.
Decisão do STF
Na sexta-feira, 19 de dezembro, Moraes autorizou a realização da cirurgia, mas determinou que a defesa informe, em até 24 horas, a data e a programação do procedimento. Depois disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá prazo igual para se manifestar antes da autorização final.
O ministro negou, contudo, o pedido de prisão domiciliar apresentado pelos advogados do ex-presidente.
Laudo pericial da Polícia Federal
Um laudo elaborado pela Polícia Federal confirmou o agravamento do estado de saúde de Bolsonaro. O documento descreve episódios de soluços incoercíveis — até 40 por minuto —, prejuízo ao sono, dificuldades para se alimentar e risco de complicações caso a operação seja postergada. Mesmo assim, a PF classificou a cirurgia como eletiva, ou seja, não urgente.
Bolsonaro está custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde sua prisão, enquanto aguarda decisões judiciais sobre o tratamento médico.
Com informações de Gazeta do Povo