Home / Internacional / Washington descarta pressionar Kiev por acordo de paz, afirma Marco Rubio

Washington descarta pressionar Kiev por acordo de paz, afirma Marco Rubio

ocrente 1766255660
Spread the love

Miami (EUA) – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta sexta-feira (19) que Washington não pretende forçar a Ucrânia a aceitar um acordo de paz com a Rússia. A afirmação foi feita durante uma rodada diplomática em Miami, que reúne representantes de Kiev e de governos europeus em busca de uma saída negociada para a guerra iniciada em fevereiro de 2022.

“Não podemos obrigar a Ucrânia a aceitar um acordo. Também não podemos obrigar a Rússia. Um acordo só existirá se as duas partes o desejarem”, disse Rubio, frisando que os EUA atuam apenas como facilitadores do diálogo. O chefe da diplomacia norte-americana afirmou ainda que pode participar pessoalmente das conversas previstas para sábado (20).

As negociações estão sendo conduzidas por aliados próximos do presidente Donald Trump, como o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner. A proposta em debate oferece garantias de segurança à Ucrânia, mas inclui concessões territoriais — ponto que enfrenta forte resistência em Kiev.

Delegação ucraniana prioriza garantias de segurança

O ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, lidera a comitiva de seu país. Ele já manteve encontros com representantes dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha para reforçar as prioridades definidas pelo presidente Volodimir Zelensky, centradas em garantias de segurança duradouras. Segundo Umerov, as discussões seguem “em linha clara” com os objetivos do governo de Kiev.

Conflito continua e Kremlin eleva tom

Enquanto a diplomacia tenta avançar, a guerra prossegue. Moscou ainda não respondeu formalmente às alterações feitas pela Ucrânia e por parceiros europeus no plano de 28 pontos apresentado anteriormente por Washington, criticado por supostamente favorecer a Rússia.

Em discurso recente, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o desfecho do conflito depende de Kiev e de seus aliados ocidentais. Ele destacou que as tropas russas avançam ao longo da linha de frente e previu novos ganhos militares até o fim do ano. Atualmente, a Rússia controla cerca de 19% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, anexada em 2014.

No campo de batalha, um míssil balístico atingiu a região de Odessa, no Mar Negro, matando sete pessoas e ferindo ao menos 15, de acordo com autoridades locais. O ataque teve como alvo instalações portuárias.

Putin também criticou a decisão da União Europeia de não utilizar ativos russos congelados para financiar um empréstimo à Ucrânia. Mais de 200 bilhões de euros do Banco Central da Rússia permanecem retidos na Euroclear, em Bruxelas. O presidente classificou qualquer uso desses recursos como “assalto”.

Com informações de Gazeta do Povo