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Rubio destaca “trajetória positiva” entre EUA e Brasil e elogia afinidade entre Trump e Lula

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Washington – 19 de dezembro de 2025. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira que a relação bilateral com o Brasil mantém uma “trajetória positiva”, impulsionada, segundo ele, pela boa sintonia entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.

Em coletiva com jornalistas, Rubio disse que Trump e Lula mantiveram duas conversas telefônicas e um encontro presencial, ocasiões em que houve “avanços em alguns pontos da agenda comum, especialmente na área comercial”. “Fizemos progresso em questões de comércio, mas ainda há trabalho a ser feito”, declarou.

O secretário destacou que a afinidade pessoal entre os dois líderes contribuiu para destravar negociações. “Os presidentes se deram bem. Achamos isso importante no contexto dessas conversas”, apontou.

Rubio acrescentou que, ao longo da semana, conversou com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reiterando a avaliação positiva sobre o diálogo entre Washington e Brasília. “Temos muitas questões em comum com o Brasil nas quais gostaríamos de trabalhar juntos, além de laços fortes. Sendo da Flórida, sei o quão importante o Brasil tem sido para nós como parceiro”, disse.

O otimismo de Rubio ocorre após decisões recentes do governo norte-americano que afetaram diretamente a relação bilateral. Na semana passada, o Departamento do Tesouro retirou da lista de sanções da Lei Magnitsky o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o Instituto Lex de Estudos Jurídicos e Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, após solicitações feitas por Lula em conversas com Trump.

Antes disso, o presidente dos EUA revogou a tarifa adicional de 40% sobre carnes, café e outros produtos agrícolas brasileiros, somando-se à remoção prévia de tarifas recíprocas de 10% aplicadas a parceiros comerciais.

Questionado sobre o papel do Brasil em relação à crise venezuelana, Rubio afirmou não haver definições no momento. “Quanto ao papel do Brasil na Venezuela, não tenho nada específico a oferecer hoje”, disse, indicando que o tema não foi detalhado nas discussões recentes.

Ainda segundo o secretário de Estado, a agenda entre os dois países continuará priorizando comércio, investimentos e cooperação em áreas de interesse mútuo.

Com informações de Gazeta do Povo