São José, Califórnia – O TikTok chegou a um entendimento para repassar seus ativos nos Estados Unidos a uma nova joint venture, passo considerado decisivo para manter o aplicativo ativo para mais de 170 milhões de usuários norte-americanos. A informação foi comunicada nesta quinta-feira (18) em um memorando interno assinado pelo CEO Shou Chew.
“Firmamos acordos com investidores para criar uma nova joint venture do TikTok nos EUA, permitindo que nossa comunidade local continue a explorar infinitas possibilidades”, escreveu Chew no documento obtido pela CNN.
Estrutura societária
Conforme o memorando, 50% da futura empresa ficará nas mãos de um consórcio formado pela gigante de tecnologia Oracle, pela gestora de private equity Silver Lake e pela companhia de investimentos MGX, apoiada pelos Emirados Árabes Unidos. Outros 30% serão controlados por afiliadas de investidores já presentes na ByteDance, controladora chinesa do TikTok, enquanto 19,9% permanecerão com a própria ByteDance.
Exigências legais
A legislação aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos em abril de 2024 exige que pelo menos 80% dos ativos do TikTok em território americano passem a pertencer a investidores não chineses. Caso contrário, o aplicativo seria proibido no país.
No memorando, Chew informa que a transação deve ser concluída até 22 de janeiro de 2026.
Contexto político
O Departamento de Justiça, durante o governo do então presidente democrata Joe Biden, classificou a plataforma como ameaça à segurança nacional. Ao reassumir a Casa Branca em janeiro de 2025, o republicano Donald Trump prorrogou por diversas vezes o prazo para a venda e, em setembro, anunciou ter chegado a um entendimento com o governo chinês sobre o tema.
Se a negociação não fosse finalizada até 19 de janeiro de 2026, o TikTok correria o risco de ser retirado das lojas de aplicativos nos Estados Unidos. Com o acordo assinado, a empresa espera cumprir todas as exigências antes do novo prazo.
Com informações de Gazeta do Povo