Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, sanções contra dois magistrados do Tribunal Penal Internacional (TPI) que autorizaram procedimentos contra cidadãos israelenses. A medida atinge Gocha Lordkipanidze, da Geórgia, e Erdenebalsuren Damdin, da Mongólia.
Em comunicado, o secretário de Estado Marco Rubio acusou a corte de “ações politizadas” e afirmou que Washington “não tolerará abusos de poder do TPI que violem a soberania dos Estados Unidos e de Israel”. Segundo o governo norte-americano, os juízes foram punidos por “investigar, prender ou processar israelenses sem o consentimento de Israel” e por votarem, em 15 de dezembro, contra um recurso apresentado por Tel Aviv.
Nessa decisão, a Câmara de Apelações confirmou que o tribunal tem competência para apurar supostos crimes cometidos antes e depois do ataque do grupo Hamas em 7 de outubro de 2023, bem como a ofensiva militar israelense subsequente na Faixa de Gaza. A investigação foi aberta em 2021, a partir de solicitação apresentada pela Autoridade Nacional Palestina em 2018.
O Departamento de Estado destacou que nem Estados Unidos nem Israel são signatários do Estatuto de Roma, tratado que criou o TPI, e prometeu “consequências significativas e tangíveis” a futuras ações consideradas abusivas.
As sanções são impostas em um momento em que o tribunal mantém mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant. Medidas semelhantes adotadas durante o governo Donald Trump já haviam alcançado três promotores e seis juízes do TPI.
Com informações de Gazeta do Povo