SANTIAGO – Os dois concorrentes ao Palácio de La Moneda compareceram às urnas neste domingo, 14 de dezembro, para o segundo turno da eleição presidencial no Chile. Jeannette Jara, do Partido Comunista, votou em Conchalí, enquanto José Antonio Kast, do Partido Republicano e líder nas pesquisas, registrou seu voto na capital.
Após votar, Kast adotou tom conciliador. “Quem vencer, seja Jeannette Jara ou eu, governará para todos os chilenos, independentemente de em quem cada um tenha votado”, declarou a jornalistas. Ele reforçou que temas como segurança e migração, centrais em sua campanha, “não têm cor política”.
Jara, ex-ministra do Trabalho do governo Gabriel Boric, procurou se desvincular da baixa popularidade do atual presidente. “Quero ser avaliada pelo que fiz como ministra”, afirmou, citando a redução da jornada de trabalho para 40 horas, o aumento histórico do salário mínimo, a reforma previdenciária e a Lei Karin, que combate o assédio laboral.
Levantamentos de intenção de voto indicam vantagem expressiva para Kast. No primeiro turno, ele obteve 23,9% dos votos e recebeu posteriormente o apoio do libertário Johannes Kaiser e da ex-prefeita Evelyn Matthei, somando mais de 50% nas pesquisas. Jara liderou a primeira etapa com 26,9%, mas tem espaço limitado para ampliar sua base, já que representou a coalizão de centro-esquerda e esquerda unificada.
Esta é a primeira vez que o voto é obrigatório para os mais de 15 milhões de eleitores cadastrados no Chile, fator que pode elevar o número de votos em branco e nulos. Outra incógnita é o destino dos cerca de 20% que apoiaram o populista Franco Parisi no primeiro turno; ele recomendou que seus seguidores votem em branco.
Com informações de Gazeta do Povo