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Advogado de Zambelli acusa colegas de articularem cassação para assumir mandato

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Brasília – O advogado Fábio Pagnozzi, defensor da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), afirmou em vídeo divulgado nesta terça-feira (9) que há parlamentares mobilizados para acelerar a cassação da cliente com o objetivo de ocupar sua cadeira na Câmara dos Deputados.

Sem citar nomes, Pagnozzi declarou que “tem deputado querendo tomar o lugar dela, mandando mensagens para deputados de centro, de direita, para que cassem a deputada Carla Zambelli”. Ele também acusou o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Hugo Motta (Republicanos-PB), de pautar “sorrateiramente” o processo em plenário.

O portal Metrópoles divulgou mensagens atribuídas ao deputado Adilson Barroso (PL-SP) nas quais o parlamentar teria escrito: “Se essa representação for votada e encerrada logo, eu consigo assumir de vez, e o PL garante mais um voto”. Fontes próximas à liderança do PL confirmaram à reportagem o envio dos textos. A assessoria de Barroso foi procurada, mas ainda não se manifestou.

Coronel Tadeu (PL-SP), que substituiu Zambelli em junho durante licença de 120 dias, disse considerar “desconfortável” permanecer no cargo: “Correto é o cara ser eleito, como ela foi”, declarou, defendendo que os colegas votem contra a perda do mandato.

Votação prevista para quarta-feira

A apreciação do caso de Zambelli está prevista para quarta-feira (10), mesma sessão que pode analisar a cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ). O relator na CCJ, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), apresentou parecer contrário à punição, mas o texto ainda precisa ser votado antes de seguir ao plenário.

Outros processos de perda de mandato, envolvendo Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), também devem ser pautados em breve.

Deputada presa na Itália

Carla Zambelli está detida em Roma desde julho. Ela deixou o Brasil após ser condenada a dez anos de prisão por supostamente financiar a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Justiça italiana solicitou informações adicionais ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, antes de decidir sobre a extradição.

Para Pagnozzi, o caso extrapola a situação da cliente. “Se minha cliente pode ter seu mandato cassado sem prova alguma, qualquer um pode ter o mesmo fim”, afirmou no vídeo.

Com informações de Gazeta do Povo