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Novo ano legislativo argentino começa com Milei à frente da maior bancada

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Buenos Aires – A Argentina abre nesta quarta-feira, 10 de dezembro de 2025, o novo ciclo parlamentar com o partido do presidente Javier Milei, La Libertad Avanza (LLA), convertido na principal força em ambas as câmaras após as eleições legislativas de 26 de outubro e a incorporação de parlamentares oriundos de outras siglas.

Maioria relativa na Câmara dos Deputados

A LLA soma agora 95 dos 257 assentos na Câmara dos Deputados, ultrapassando o peronismo, que caiu para 93 vagas depois da saída de três parlamentares ligados ao governador tucumano Raúl Jalil. Com a condição de primeira minoria, o governo passa a comandar mais comissões permanentes e a deter maior número de assinaturas nos pareceres que viabilizam a tramitação de projetos.

Segundo o cientista político Pablo Salinas, a nova configuração “dará ao Executivo vantagem decisiva nas comissões”, embora os votos dos blocos intermediários continuem essenciais no plenário.

A sigla Proposta Republicana (Pro), liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri e aliada de Milei, foi uma das mais afetadas pela dança das cadeiras: nove de seus deputados migraram para a LLA e três para o grupo Provincias Unidas, reduzindo a bancada própria do Pro a 12 membros. Um acordo de última hora permitiu à legenda compor um interbloco de 22 parlamentares.

Entre as bancadas menores, apenas a esquerda, com quatro deputados, se coloca claramente na oposição. As demais são consideradas “oposição amistosa” ao governo, de acordo com Salinas.

Avanço também no Senado

No Senado, composto por 72 cadeiras, o peronismo mantém o maior bloco, com 24 lugares – cota suficiente para atingir um terço da Casa, mas insuficiente para formar quórum próprio. A LLA, por sua vez, salta para 20 senadores, quatro abaixo da marca que permitiria blindar vetos presidenciais.

Os demais assentos estão distribuídos entre Convicção Federal (4), Por Santa Cruz (3), União Cívica Radical (11), Pro (4), Provincias Unidas (4) e Inovação Federal (3), fragmentação que tende a facilitar a articulação do Executivo.

Reformas na pauta

Fortalecido a meio de seu mandato, Milei pretende usar a nova correlação de forças para avançar em reformas econômicas, com destaque para mudanças nos regimes trabalhista e tributário. A expectativa é de debates acalorados com o peronismo, principal foco de resistência às propostas.

Com informações de Gazeta do Povo