O inquérito 4.781, conhecido como “inquérito das fake news”, continua em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) e já ultrapassou a previsão feita pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso de que chegaria ao fim em 2025. Passado quase um ano desde a estimativa, o procedimento permanece sob sigilo e sem data definida para encerramento.
Em dezembro de 2024, Barroso afirmou a jornalistas que o inquérito “está demorando” e defendeu sua conclusão para favorecer a pacificação política. Na ocasião, o ministro ressaltou que “os fatos têm se multiplicado”, mas avaliou que o país dificilmente alcançaria estabilidade enquanto agentes políticos permanecessem investigados.
Prorrogação mais recente
A última prorrogação oficial foi registrada em 16 de dezembro de 2024. Naquela data, o relator Alexandre de Moraes estendeu a investigação por mais 180 dias, justificando a necessidade de apurar “a existência, o financiamento, o modo de atuar e a identificação de todos os participantes do chamado gabinete do ódio”. Pelo novo prazo, o inquérito deveria terminar em julho de 2025, o que não ocorreu.
Origem e condução
O inquérito foi instaurado em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, para apurar ataques contra a Corte após o enfraquecimento da Operação Lava Jato. Moraes foi designado relator sem sorteio e mantém a condução das decisões desde então.
A Corte não divulgou novos despachos públicos sobre o caso depois da prorrogação de 2024. Questionado pela reportagem, o gabinete de Alexandre de Moraes informou, por meio da assessoria de imprensa do STF, que não há posicionamento oficial no momento.
Apesar do avanço do calendário, não há indicações de que o inquérito esteja próximo de ser concluído. O processo segue em sigilo, e não há anúncio de nova data-limite.
Com informações de Gazeta do Povo