Washington, 7 dez. 2025 – O governo dos Estados Unidos atribuiu neste domingo (7) ao regime de Nicolás Maduro a morte do ex-governador venezuelano Alfredo Díaz, 55 anos, que estava preso há mais de um ano no centro de detenção El Helicoide, em Caracas.
Em postagem na rede social X, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado classificou a ocorrência como “mais um lembrete da natureza vil do regime criminoso de Maduro”.
Escalada de tensão entre Caracas e Washington
A manifestação norte-americana ocorre em meio ao acirramento das tensões bilaterais, que inclui a mobilização de tropas dos EUA no Caribe sob o argumento de combate ao narcotráfico. Caracas interpreta a movimentação como uma possível tentativa de intervenção para forçar mudança de governo.
Denúncia de ONG e versão oficial
No sábado (6), a ONG Foro Penal informou que Díaz morreu sob custódia estatal. Segundo o diretor da entidade, Alfredo Romero, o ex-governador se encontrava isolado, com visita permitida apenas à filha. “Outro preso político que morre em prisões venezuelanas”, escreveu Romero no X.
O Ministério para o Serviço Penitenciário da Venezuela divulgou que a causa da morte foi um infarto.
Sete mortes de presos políticos após as eleições de 2024
Os líderes oposicionistas María Corina Machado e Edmundo González Urrutia afirmaram que o caso de Díaz confirma um “padrão sustentado de repressão estatal”. Eles contabilizam sete presos políticos mortos desde as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024, cuja vitória de Maduro foi contestada pela principal coalizão opositora.
Trajetória e prisão de Alfredo Díaz
Militante do partido Ação Democrática, Díaz já havia sido vereador, prefeito e governador do estado de Nueva Esparta. Foi detido em novembro de 2024 após criticar a falta de divulgação detalhada dos resultados eleitorais e denunciar cortes de energia na região, que o governo atribuiu a supostos ataques da oposição.
A família e aliados políticos responsabilizam as autoridades pela integridade do ex-governador durante o período em que esteve preso em El Helicoide, sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin).
Com informações de Gazeta do Povo