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Flávio Bolsonaro fala em “preço” para recuar da corrida presidencial e promete campanha de união

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Brasília — 07 de dezembro de 2025. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou neste domingo (7) que há um “preço” para que retire sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026, mas disse que só revelará o valor político dessa condição na próxima segunda-feira (8).

Em entrevista coletiva concedida na capital federal, o parlamentar afirmou que a decisão de entrar na disputa foi tomada “na semana passada”, após conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai. Segundo ele, a escolha dos eleitores em 2026 “não será sobre uma pessoa, e sim sobre o caminho que o Brasil seguirá nos próximos quatro anos”.

Campanha como alternativa ao governo Lula

Flávio declarou que pretende oferecer “um caminho alternativo” ao atual governo, que classificou como “tragédia anunciada”. Para o senador, o Brasil “não aguenta mais quatro anos” de Luiz Inácio Lula da Silva e precisa de um projeto que promova “pacificação nacional”. Ele se descreveu como “um Bolsonaro mais centrado, que conhece Brasília e quer unir o país”.

Mercado e reação da direita

Sobre a reação negativa do mercado financeiro após o anúncio de sua pré-candidatura, Flávio avaliou que a resposta foi “natural, porém precipitada”. Questionado sobre possível fragmentação da direita, negou divisões e afirmou que diferentes lideranças “estão se unindo, independentemente de vaidade”.

O senador elogiou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamando-o de “principal nome do nosso time hoje”. Também citou Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil) — que mantêm pré-candidaturas —, mas disse acreditar em uma convergência em torno de quem “apresentar o melhor projeto” e tiver maior viabilidade eleitoral.

Articulação partidária

Flávio informou que iniciará, já nesta semana, reuniões com dirigentes como Valdemar Costa Neto (PL), Antônio Rueda (União Brasil), Ciro Nogueira (PP) e Rogério Marinho (PL), além de convidar Marcos Pereira (Republicanos). O objetivo é apresentar o esboço de programa de governo e reforçar que, segundo ele, “o projeto será vencedor”.

Pauta da anistia e críticas ao STF

Entre as prioridades, o senador destacou a votação de uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele cobrou que os presidentes da Câmara e do Senado coloquem o tema em plenário e criticou decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que impediu o andamento de um pedido de impeachment contra o magistrado. Para Flávio, a medida “fere o equilíbrio entre os poderes” e o país precisa ser “redemocratizado”.

Situação de Jair Bolsonaro

O parlamentar relatou que não fala com o ex-presidente desde terça-feira (2) porque ele está sem acesso a telefone celular na carceragem da Polícia Federal. Na próxima visita semanal, pretende informar ao pai que o lançamento da pré-candidatura “elevou o moral” da militância.

“Preço” para desistir

No encerramento da coletiva, Flávio Bolsonaro deixou em aberto o que poderia fazê-lo recuar da disputa: “Quero que vocês pensem sobre o que está em jogo no Brasil e quanto vale eu retirar minha candidatura”, disse, negando que a condição seja apenas a votação da anistia. A revelação, prometeu, virá na segunda-feira.

O senador concluiu com promessa de “levantar a cabeça do brasileiro” e adotou tom de enfrentamento: “Vamos expor os problemas, encarar com coragem e oferecer o tratamento necessário para o país voltar a respirar”.

Com informações de Gazeta do Povo