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Netanyahu solicita perdão presidencial em Israel e recebe apoio de Trump

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Jerusalém, 30 jul. – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, encaminhou neste domingo (30) ao presidente Isaac Herzog um pedido formal de perdão em relação às acusações de suborno, fraude e quebra de confiança que enfrenta há cinco anos.

No documento, entregue por seus advogados, Netanyahu sustenta que o processo criminal compromete sua capacidade de governar e argumenta que uma anistia seria “benéfica para o país”. Em vídeo divulgado pelo Likud, o premiê reafirmou inocência e declarou esperar apoio “de quem deseja o bem de Israel”.

A defesa afirma que Netanyahu continua convicto de que será absolvido, mas diz que a medida é necessária para preservar a estabilidade política. O recurso cita a prerrogativa presidencial de agir em “situações excepcionais” e a necessidade de “curar divisões” na sociedade israelense.

Oposição reage

O líder oposicionista Yair Lapid classificou o pedido como “inaceitável” sem que Netanyahu admita culpa, demonstre arrependimento e se afaste imediatamente da vida pública. Em Israel, perdões costumam ser analisados apenas após julgamento e possível condenação, o que não ocorreu no caso do premiê.

Tramitação e apoio internacional

O gabinete de Herzog considerou a solicitação “extraordinária” e informou que seguirá o rito padrão: envio ao departamento de perdões do Ministério da Justiça, coleta de pareceres técnicos e análise final do assessor jurídico da Presidência antes de recomendação ao chefe de Estado.

A pressão externa aumentou depois que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou carta a Herzog qualificando o processo contra Netanyahu como “político e injusto” e defendendo a concessão do perdão.

Internamente, o ministro da Justiça, Yariv Levin, aliado de Netanyahu e integrante do Likud, participará das etapas técnicas de avaliação do pedido.

Não há prazo definido para que Herzog anuncie sua decisão.

Com informações de Direitaonline