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Ataque perto da Casa Branca faz Trump endurecer regras e barrar imigração de países do “Terceiro Mundo”

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Washington (EUA) – O tiroteio que matou uma agente e deixou outro militar da Guarda Nacional gravemente ferido, na quarta-feira (27), desencadeou uma nova rodada de restrições migratórias determinadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O suspeito, segundo as autoridades, é um afegão em situação irregular.

Horas após o ataque nos arredores da Casa Branca, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) suspendeu imediatamente todos os pedidos de entrada de cidadãos do Afeganistão, mesma nacionalidade do atirador.

No dia seguinte, quinta-feira de Ação de Graças, Trump anunciou a interrupção por tempo indeterminado da concessão de vistos a imigrantes de “países de Terceiro Mundo”. De acordo com o Departamento de Segurança Interna, o Brasil não aparece na relação inicial.

Revisão ampla de vistos permanentes

O diretor do USCIS, Joseph B. Edlow, informou que recebeu ordem presidencial para realizar uma revisão rigorosa de todos os green cards concedidos a estrangeiros oriundos de nações classificadas como “de preocupação”.

Embora a nova lista não tenha sido detalhada, em junho Trump já havia proibido a entrada de cidadãos de 12 países — entre eles Afeganistão, Mianmar, Chade, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen — e restringido severamente a de outros sete, como Cuba e Venezuela.

Críticas a Biden e foco em segurança

Em mensagem de Ação de Graças, o republicano voltou a culpar as políticas migratórias do ex-presidente Joe Biden pela “disfunção social” nos Estados Unidos. Trump citou dados do censo que apontam 53 milhões de estrangeiros vivendo no país, “a maioria” segundo ele dependente de assistência social ou ligada a prisões, instituições psiquiátricas, gangues ou cartéis.

Desde que reassumiu o governo em janeiro, Trump classificou a imigração ilegal como “a maior ameaça à segurança nacional” e adotou uma série de medidas, incluindo o envio de agentes extras à fronteira com o México e a suspensão de programas criados pela gestão democrata anterior.

Disputa jurídica e deportações em massa

O ataque também repercute nos tribunais. Uma juíza federal autorizou o governo a recorrer, até 11 de dezembro, contra decisão que limitou o uso da Guarda Nacional em cidades violentas; o atentado foi mencionado nos novos recursos. A Suprema Corte avalia caso semelhante envolvendo a mobilização de tropas em Chicago.

No plano operacional, Washington já preparou dezenas de voos para deportar imigrantes sem documentação e intensificou operações do Immigration and Customs Enforcement (ICE) em centros urbanos como Chicago e Los Angeles. Além disso, uma ordem executiva suspendeu o programa de refugiados no país.

O episódio em Washington reforça a estratégia do governo Trump de expandir o controle de fronteiras e apertar ainda mais o cerco à entrada de estrangeiros.

Com informações de Gazeta do Povo