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Alcolumbre promete sabatina de indicado ao STF “no momento oportuno” e evita citar Messias

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), divulgou nota nesta segunda-feira (24) afirmando que a sabatina do advogado-geral da União Jorge Messias, escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF), será marcada “no momento oportuno”. Sem mencionar Messias pelo nome, Alcolumbre limitou-se a dizer que tomou conhecimento da “manifestação pública do indicado” e garantiu que o processo ocorrerá com “absoluta normalidade”.

De acordo com o senador, o Senado cumprirá a prerrogativa constitucional de analisar a indicação “de maneira que cada senador e cada senadora possa apreciar devidamente a indicação e manifestar livremente seu voto”.

Resistência interna e externa

A escolha de Lula desagradou Alcolumbre, que defendia a indicação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, aposentado em 9 de outubro de 2025. Messias também enfrenta resistência de parlamentares de oposição, que o consideram “mais petista do que evangélico”, e de movimentos identitários, que reivindicavam a nomeação de uma mulher negra.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), declarou ao Estadão/Broadcast que “a oposição será oposição” durante a sabatina e lembrou a votação apertada que reconduziu Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República. Segundo ele, Messias precisará conquistar apoios principalmente na base governista.

Composição do STF em jogo

Lula oficializou a indicação de Messias em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Caso seja aprovado, o advogado-geral da União se tornará o quarto ministro indicado por Lula na Primeira Turma do STF, composta por cinco integrantes. É nesse colegiado que tramitam processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), as investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado e o inquérito contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A data da sabatina depende agora da decisão de Alcolumbre, que reiterou o compromisso de respeitar “o equilíbrio institucional e os ritos constitucionais”.

Com informações de Gazeta do Povo