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Eduardo Bolsonaro acusa Moraes de articular saída de Flávio da corrida presidencial de 2026

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou neste domingo, 23 de novembro de 2025, que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes estaria agindo para impedir que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), concorra à Presidência da República em 2026.

Em vídeo divulgado no Instagram, Eduardo afirmou que Moraes “vai fazer de tudo” para retirar Flávio da disputa por considerar o sobrenome Bolsonaro eleitoralmente competitivo. Segundo o parlamentar, a estratégia envolveria decisões judiciais semelhantes às já adotadas contra outros membros da família.

Prisão de Jair Bolsonaro e vigilias

Eduardo relacionou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida no sábado, 22, à vigília organizada na véspera por apoiadores convocados por Flávio. Para ele, o episódio reproduziria um “método” usado anteriormente, quando o pai recebeu tornozeleira eletrônica, teve perfis em redes sociais suspensos e ficou em prisão domiciliar.

O deputado lembrou que, naquele caso, Moraes atribuiu a ele uma postagem para incluí-lo em inquérito que resultou em denúncia por coação. “Muito provavelmente eles vão me condenar, tornando-me inelegível”, afirmou.

Comparação com vigília pró-Lula

O filho do ex-presidente também citou a vigília de 2019 a favor do então ex-presidente Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba, classificada por ele como “celebrada como democrática”. Já a manifestação em apoio a Jair Bolsonaro, segundo Eduardo, motivou medidas judiciais severas.

Ele classificou as decisões como parte do “modus operandi do regime”, envolvendo a Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet, que teria validado todas as ações de Moraes.

Situação de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi preso preventivamente por suspeita de risco de fuga e tentativa de violar a tornozeleira eletrônica. Em despacho, Moraes mencionou a possibilidade de o ex-presidente buscar abrigo na Embaixada dos Estados Unidos, localizada a cerca de 13 quilômetros do condomínio onde mora em Brasília.

Condenado a 27 anos e três meses por supostamente liderar um plano para permanecer no poder após as eleições de 2022, Bolsonaro passou por audiência de custódia às 12h de domingo, 23, na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A prisão preventiva não implica o início do cumprimento da pena.

Com informações de Gazeta do Povo