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Moraes manda prender Bolsonaro após falha em tornozeleira e convocação de vigília

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi detido preventivamente às 6h35 deste sábado, 22 de novembro de 2025, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A ordem partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a pedido da Polícia Federal.

A prisão não equivale ao início da pena de 27 anos e três meses imposta em setembro por tentativa de golpe de Estado. Segundo Moraes, a medida cautelar busca preservar a ordem pública diante de indícios de fuga, violação da tornozeleira eletrônica e mobilização de apoiadores nas proximidades da residência do ex-presidente.

Falha no monitoramento e risco de asilo

Em despacho, o ministro registrou que a tornozeleira eletrônica de Bolsonaro sofreu violação às 0h08 deste sábado, conforme relatório do Centro de Monitoração Integrada do Distrito Federal. Para Moraes, o episódio aponta tentativa de evasão. O documento também cita a curta distância entre o condomínio onde Bolsonaro mora e o Setor de Embaixadas Sul, levantando a hipótese de pedido de asilo diplomático — possibilidade já investigada em fases anteriores do inquérito.

Vigília de apoiadores entrou na avaliação

Outro elemento considerado foi a convocação de uma vigília em frente ao condomínio, articulada inicialmente pelo senador Flávio Bolsonaro. O STF avaliou que a aglomeração poderia atrapalhar a fiscalização da prisão domiciliar e facilitar eventual fuga.

Medidas definidas e audiência de custódia

A audiência de custódia foi marcada para domingo, 23 de novembro, por videoconferência. A decisão de Moraes determina:

  • atendimento médico integral enquanto durar a custódia;
  • autorização prévia do STF para visitas, exceto de advogados e equipe de saúde;
  • transferências sob responsabilidade exclusiva da Polícia Federal.

Defesa queria manutenção do regime domiciliar

Advogados do ex-presidente pediram que ele permanecesse em casa, alegando problemas de saúde que exigiriam monitoramento contínuo. O argumento foi rejeitado pelo ministro.

Aliados, oposicionistas e juristas acompanham os desdobramentos da prisão, enquanto a repercussão política cresce em Brasília.

Com informações de Gazeta do Povo