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Incêndio na COP 30 provoca onda de críticas e acusações de “vergonha internacional” contra governo Lula

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Parlamentares de partidos de direita atribuíram ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pelo incêndio que atingiu, na tarde desta quinta-feira (20), um dos pavilhões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém (PA). Para os oposicionistas, o episódio representa uma “vergonha internacional” e evidencia falhas na organização do encontro.

O fogo começou por volta das 14h na Blue Zone, área que concentra as negociações oficiais entre delegações. De acordo com as autoridades locais, a suspeita inicial é de curto-circuito em uma tomada. Ninguém morreu, mas três pessoas foram encaminhadas a hospitais da capital paraense. O pavilhão foi evacuado e as equipes de segurança atuaram para conter as chamas.

Nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou o incidente ao relacionar o caso ao número recorde de queimadas registrado na Amazônia este ano. “O evento que era pra cuidar do meio ambiente tá pegando fogo”, escreveu o parlamentar.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou. “É fogo na Amazônia, fogo no Pará. O país não aguenta mais quatro anos de Lula!”, publicou. Em outra mensagem, questionou se o governo colocaria a culpa no aquecimento global e classificou o presidente como “vergonha mundial”.

Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que o incêndio “resume” a desorganização da atual gestão. Segundo ele, “caos, improviso e falta de responsabilidade” marcam a condução do evento. O parlamentar ainda criticou declaração do ministro do Turismo, Celso Sabino, que minimizou o ocorrido.

Para o senador Marcos Pontes (PL-SP), o fogo foi “mais um desastre, literal e simbólico, que marca um evento que já começou errado”. Ele citou comentário recente do chanceler alemão sobre problemas de organização na conferência.

A três horas do início do incêndio, o presidente Lula ainda não havia se pronunciado publicamente. Em suas contas oficiais, apareceram apenas publicações sobre a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal, e sobre o Dia da Consciência Negra. Até o momento, a única fala oficial partiu do ministro do Turismo, que declarou: “Esse princípio de incêndio poderia ocorrer em qualquer lugar do planeta. Não é porque um celular pegou fogo que a COP acabou”.

As causas do incidente continuam sob investigação de peritos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil do Pará.

Com informações de Gazeta do Povo