Veículos de comunicação dos Estados Unidos informaram que o governo de Washington apresentou à Rússia um plano de paz com 28 pontos para pôr fim ao conflito na Ucrânia.
Na terça-feira (18), o site Axios noticiou, citando fontes dos governos dos EUA e da Rússia, que a proposta foi moldada a partir do plano divulgado pelo presidente Donald Trump para a Faixa de Gaza, atualmente em sua primeira fase, com um cessar-fogo iniciado há pouco mais de um mês, no dia 10.
Segundo o Axios, os 28 pontos estão organizados em quatro grandes blocos: paz na Ucrânia, garantias de segurança a Kiev, salvaguardas para o restante da Europa e futuras relações de Washington tanto com Moscou quanto com Kiev.
Já nesta quarta-feira (19), o mesmo portal acrescentou que o projeto inclui a cessão à Rússia de áreas do leste ucraniano que hoje não estão sob controle de Moscou, em troca de um compromisso americano de proteção à Ucrânia e à Europa contra eventuais agressões russas.
A CNN confirmou que a administração Trump tenta negociar a proposta, segundo fonte com conhecimento direto das conversas. O processo é conduzido pelo enviado especial do presidente, Steve Witkoff, e teria ganhado ritmo nesta semana.
Em comunicado, o porta-voz do Exército, coronel Dave Butler, informou que o secretário do Exército, Dan Driscoll, chegou na quarta-feira à Ucrânia, acompanhado de uma delegação de alto nível do Pentágono, para reunir-se com autoridades locais e avaliar possibilidades de encerramento da guerra.
Em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, negou a existência de qualquer novo plano em discussão. “Até agora, não há novidades sobre isso que possam ser relatadas”, declarou em entrevista coletiva citada pela agência Reuters.
As informações sobre a proposta surgem após semanas sem sinais de diálogos diretos entre Washington e Moscou sobre o conflito. Em 15 de agosto, Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, reuniram-se em Anchorage, no Alasca, mas o encontro terminou sem anúncio de cessar-fogo. Tentativas do líder americano de colocar Putin frente a frente com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não avançaram.
Em outubro, os Estados Unidos impuseram sanções às petrolíferas russas Rosneft e Lukoil, acusando Moscou de falta de compromisso com um processo de paz. O Kremlin classificou a medida como “ato de guerra”.
Com informações de Gazeta do Povo