Caracas – O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela e primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, afirmou que comunidades indígenas estão capacitando as forças chavistas no uso de flechas envenenadas com curare para enfrentar uma eventual ofensiva militar dos Estados Unidos.
A declaração foi feita na coletiva semanal do PSUV realizada na segunda-feira, 17 de novembro de 2025. Segundo Cabello, os “irmãos indígenas” dominam o manejo de plantas como o jabilo e, sobretudo, do curare – toxina vegetal que paralisa os músculos e pode ser fatal. “Você não sente nada no começo, mas sente depois”, disse o dirigente, classificando a iniciativa como “mensagem aos inimigos da pátria”.
O chavista relatou que o treinamento inclui o que chamou de “armas silenciosas”. Ele enfatizou que a instrução indígena será incorporada ao Movimiento Táctico de Resistencia Revolucionaria (MTR), grupo ligado ao governo, para difundir o uso das flechas entre os efetivos venezuelanos.
Repetição do alerta
Cabello já havia antecipado o tema em 5 de novembro, durante congresso do PSUV. Na ocasião, criticou quem teria “zombado” da participação indígena e advertiu que os norte-americanos “veriam até onde conseguiriam caminhar” caso fossem atingidos por uma flecha envenenada.
Tensão com Washington
O governo de Nicolás Maduro interpreta a operação naval antidrogas que os Estados Unidos mantêm no mar do Caribe e no oceano Pacífico como uma tentativa de desestabilizar o regime. Até o momento, Washington não comentou publicamente as ameaças de uso de flechas com curare feitas pelo número dois do chavismo.
Com informações de Gazeta do Povo