Brasília, 17 nov. 2025 – As articulações para a sucessão presidencial de 2026 já movimentam os bastidores políticos. A principal aposta entre os oposicionistas é uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tendo Michelle Bolsonaro como vice.
Cenário eleitoral
A formação Tarcísio-Michelle é considerada a preferência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue como fiador político do grupo. Em evento, Tarcísio criticou o governo federal ao declarar que, “trocando o CEO, o Brasil volta a funcionar”. Já o senador Ciro Nogueira (PP-PI) descartou integrar a futura chapa, mas reforçou que o apoio de Bolsonaro será decisivo em 2026.
Movimentação da família Bolsonaro
No Supremo Tribunal Federal, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tornou-se réu e, no dia seguinte, viajou ao Bahrein para encontro com um xeque local. Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregou, no Rio de Janeiro, cheques arrecadados por meio de “vaquinha” a famílias de policiais mortos em serviço.
Debates tensos na COP 30
O presidente da COP 30 admitiu ser “superdifícil” alcançar consenso entre os países sobre pautas defendidas pela esquerda. Paralelamente, a Cúpula dos Povos, evento paralelo à conferência, foi alvo de críticas por ter se tornado espaço para ativismo ideológico.
Judiciário e segurança pública
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a devolução de equipamentos apreendidos de um hacker por falta de indícios de crime. Em outra frente, analistas veem o caso envolvendo o auditor Eduardo Tagliaferro como sinal de pressão sobre delatores de dentro da máquina pública.
No Congresso, parlamentares discutem penas mais duras para pichação e a criação de um registro anual de presos, além de questionarem o uso de comboios policiais sem placas em eventos privados.
Investigações em andamento
A Polícia Federal apura denúncias de fraudes em descontos aplicados a aposentados do INSS pela Conafer, entidade que se tornou uma das maiores arrecadadoras de taxas associativas. Avança também a investigação que envolve a ex-nora do presidente Lula e um ex-sócio de seu filho Fábio Luís, o Lulinha.
Título honorífico
A Universidade de Brasília aprovou a concessão do título de doutora honoris causa à ex-presidente Dilma Rousseff.
As discussões políticas, judiciais e ambientais mantêm o tabuleiro em movimento enquanto candidatos e partidos ajustam estratégias para a corrida de 2026.
Com informações de Gazeta do Povo