Joanesburgo – O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou nesta sexta-feira (14) que pretende transferir simbolicamente a presidência rotativa do G20 para uma cadeira vazia, em protesto contra a decisão dos Estados Unidos de não participar da próxima cúpula do grupo.
Na semana passada, o presidente norte-americano, Donald Trump, comunicou que nenhum representante de Washington estará presente no encontro das 20 maiores economias do mundo, marcado para 22 e 23 de novembro na capital sul-africana.
“Já disse antes que não gostaria de entregar [o comando do G20] a uma cadeira vazia, mas a cadeira vazia estará lá; provavelmente irei entregá-la simbolicamente a essa cadeira vazia e depois conversarei com o presidente Trump”, declarou Ramaphosa a jornalistas em Soweto, segundo a agência Reuters.
Após a reunião em Joanesburgo, os Estados Unidos assumirão a presidência do G20 e sediarão a cúpula de 2026 em Miami.
Trump justificou o boicote alegando perseguição a brancos na África do Sul, acusação negada pelo governo de Ramaphosa.
Além do chefe da Casa Branca, não comparecerão presencialmente os presidentes da Argentina, Javier Milei, do México, Claudia Sheinbaum, e o líder chinês Xi Jinping; todos enviarão delegações. O presidente russo, Vladimir Putin, também será representado, devido ao mandado de prisão emitido contra ele pelo Tribunal Penal Internacional.
Com informações de Gazeta do Povo