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Senado sabatina Paulo Gonet em meio a acusações de subordinação ao STF

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O Senado Federal iniciou nesta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, a sabatina que definirá se Paulo Gustavo Gonet Branco será reconduzido ao cargo de procurador-geral da República. A sessão ocorre sob forte pressão de parlamentares da oposição, que acusam o chefe do Ministério Público de atuar em sintonia com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Durante a audiência, os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Jorge Seif (PL-SC) e Espiridião Amin (PP-SC) lideraram as críticas. Flávio questionou se Gonet “não sente vergonha” por supostamente colaborar com o STF em uma “perseguição a inocentes”.

As reclamações ecoam declarações feitas pelo advogado André Marsiglia, para quem a Procuradoria-Geral se tornou um “puxadinho” da Corte. Segundo Marsiglia, no julgamento dos réus do 8 de Janeiro Gonet “parecia estagiário e Moraes o chefe”.

A cientista política Júlia Lucy reforçou a acusação de falta de autonomia. “Ele sempre repetiu a cantilena do ministro, como uma peça acessória. O sistema acusatório exige divisão entre acusação e julgamento, mas vimos uma combinação entre os dois”, afirmou.

Mesmo com a mobilização da oposição, estimativas internas apontam que o nome de Gonet deve ser aprovado. Terminada a sabatina, a indicação segue ainda hoje para votação em plenário, em sessão já convocada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Projeto “Antifacção” na Câmara

Na véspera, terça-feira (11), o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciaram que pretendem endurecer a legislação contra o crime organizado por meio do projeto de lei apelidado de “Antifacção”. A meta é levar o texto ao plenário da Câmara nesta quarta-feira (12).

O vereador Guilherme Kilter avaliou positivamente a escolha de Derrite como relator. “É um ex-policial que conhece o combate ao crime. Precisamos de quem entenda de segurança pública para legislar sobre o tema”, declarou.

As discussões sobre o projeto ocorrem paralelamente aos debates no Senado sobre a independência do Ministério Público.

Com informações de Gazeta do Povo