O ambiente econômico das últimas 24 horas foi marcado por três acontecimentos de impacto direto sobre empresas e famílias brasileiras: o avanço da reforma tributária que pode elevar o imposto sobre herança, a inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras e um levantamento que contesta percepções sobre o uso de agrotóxicos no país.
Heranças mais caras impulsionam planejamento sucessório
Especialistas alertam que o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) deverá tornar-se progressivo, permitindo alíquotas acima do teto atual de 8%. A possibilidade de o custo para transmitir patrimônio mais que dobrar tem levado muitas famílias a antecipar doações em vida ou criar holdings familiares para reduzir a carga tributária antes da entrada em vigor das novas faixas.
Tilápia passa a ser considerada invasora
O governo federal classificou a tilápia como espécie exótica invasora, medida que preocupa um setor que movimenta bilhões de reais. Produtores temem restrições à criação do peixe e dificuldades de acesso a crédito. O Brasil figura entre os maiores criadores de tilápia do mundo, e a decisão pode mexer com todo o encadeamento produtivo, da ração aos frigoríficos.
Estudo rebate mitos sobre uso de agrotóxicos
Análises apresentadas por pesquisadores indicam que o volume de agrotóxicos aplicado por hectare no Brasil é inferior ao registrado em diversos países desenvolvidos. A legislação para aprovação e controle de produtos é descrita como rigorosa, e os resíduos encontrados em alimentos permanecem, segundo os dados, dentro dos limites considerados seguros.
Embora tratem de temas distintos, as três pautas têm como ponto comum o potencial de alterar despesas de famílias, estratégias de empresas e percepções do consumidor no curto e médio prazos.
Com informações de Gazeta do Povo