Bruxelas – 9 nov. 2025. O governo britânico deslocou pessoal especializado e material militar para a Bélgica depois que uma série de drones não identificados interrompeu o tráfego aéreo e colocou instalações estratégicas em alerta máximo.
Fechamentos de aeroportos e pedido de socorro
As aeronaves não tripuladas foram avistadas na noite de quinta-feira (06), obrigando o Aeroporto de Bruxelas a paralisar operações temporariamente. A Brussels Airlines precisou cancelar ou desviar dezenas de voos, afetando cerca de 3 000 passageiros e gerando custos elevados. Bases militares belgas também registraram a presença dos equipamentos.
Resposta imediata do Reino Unido
O chefe do Estado-Maior de Defesa britânico, Sir Richard Knighton, confirmou que integrantes da 2ª Ala de Proteção da Royal Air Force (RAF) foram acionados. Segundo ele, Londres apoia Bruxelas “fornecendo nosso equipamento e nossa capacidade”, em coordenação com aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A Alemanha anunciou colaboração adicional com sistemas antidrones.
Suspeita recai sobre Moscou
Embora a origem dos aparelhos ainda não esteja comprovada, autoridades britânicas e belgas consideram plausível que Moscou esteja por trás das incursões, num padrão de intimidação já observado em Suécia, Noruega, Dinamarca e Alemanha — todos países que apoiam a Ucrânia. O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, também atribuiu a autoria à Rússia, que nega consistentemente envolvimento em ações híbridas.
Infraestrutura crítica em foco
Para Sir Richard Knighton, a Rússia representa “a ameaça mais premente para a Europa”, citando sabotagens e assassinatos em território britânico. A Otan classifica ameaças híbridas como o uso combinado de táticas militares e não militares para afetar instituições ou infraestrutura sensível — campo que, segundo o oficial, necessita de reforços.
Debate sobre orçamento de defesa
A mobilização reacendeu a discussão interna no Reino Unido sobre gastos militares. O governo pretende elevar o orçamento para 2,5 % do Produto Interno Bruto em 2027, com meta de chegar a 3 %. Knighton defendeu o plano, chamando-o de “o maior financiamento” que já testemunhou. Para o secretário de Defesa britânico, John Healey, a situação mostra que “a força reside nas alianças e na determinação coletiva para proteger infraestrutura crítica”.
A busca urgente de sistemas antidrones por Bruxelas, após o fechamento do aeroporto de Zaventem, reflete a preocupação europeia em blindar ativos vitais contra ameaças não convencionais.
Com informações de Gazeta do Povo