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Envio de diesel S10 à COP30 em Belém provoca reação de entidades do biodiesel

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A Petrobras confirmou que fornecerá diesel S10, com 10% de conteúdo renovável, para abastecer geradores de eletricidade e ônibus durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém em 2025.

Entidades ligadas ao setor de biocombustíveis classificam o produto como poluente e equiparado ao diesel comum. Para o vice-presidente do Grupo Potencial e integrante da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), somente um combustível 100% de origem vegetal pode ser considerado biocombustível.

Especialistas citados pela reportagem destacam que o chamado diesel coprocessado utiliza cerca de 5% de óleo vegetal na produção, enquanto 95% continuam sendo de origem fóssil. A Frente Parlamentar Mista do Biodiesel, coordenada pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS), divulgou nota de repúdio à decisão da estatal. O parlamentar afirmou que a iniciativa pode expor o Brasil a acusações de greenwashing no evento climático.

Em nota, a Petrobras reconheceu o conteúdo fóssil do combustível, mas ressaltou o percentual renovável, alegando que a ação “reforça a importância dedicada aos debates energéticos e socioambientais”. Segundo a companhia, o teor de 10% supera a mistura normalmente disponível nas bombas.

De acordo com a Agência Gov, o Brasil já opera nacionalmente com a mistura B15, que contém 15% de biodiesel no diesel fóssil. Até o fechamento desta edição, a organização da COP30 não havia se manifestado sobre a escolha da Petrobras.

Com informações de Gazeta do Povo